Jornalista especializada em Direitos Humanos, Tábata Poline investiga o equilíbrio entre a produtividade e o cuidado com as pessoas em tempos de aceleração tecnológica.
Jornalista especializada em Direitos Humanos, Tábata Poline investiga o equilíbrio entre a produtividade e o cuidado com as pessoas em tempos de aceleração tecnológica.
Criada na periferia de Belo Horizonte, construiu uma trajetória que atravessa grandes reportagens e projetos autorais como o Rolê nas Gerais, reconhecido pelo Prêmio Vladimir Herzog. No Fantástico, ao dar voz a histórias reais, ela entendeu um desafio central que afeta as organizações: o cansaço deixou de ser individual para virar uma questão que empresas precisam enfrentar com estratégia e cuidado.
Viveu na própria pele o que hoje compartilha nos palcos. Aprendeu, na prática, que desacelerar não é fraqueza; é condição para seguir mais longe. Essa experiência a ajudou a entender por que tantas mulheres ainda se sentem presas à obrigação de dar conta de tudo sozinhas. Hoje, sua mensagem é clara: é possível combater a exaustão com rede de apoio, amparo coletivo e permissão para reduzir a velocidade.
Mãe, jornalista e pesquisadora da neurociência e do comportamento acelerado, Tábata troca respostas prontas por uma provocação construtiva. Ela oferece uma chave de leitura para entender as pessoas e seus ritmos. E faz um convite: repensar resiliência, produtividade e humanidade em um tempo que precisa reaprender a desacelerar.
Algoritmos antecipam tudo, menos o tempo humano. A velocidade dos nossos dias anestesia presença, escuta, ambivalência. Mas a questão não é a tecnologia; é o comportamento sob aceleração.
Como a IA afeta atenção, vínculo e tomada de decisão no trabalho? Uma reflexão sobre consciência e responsabilidade no agora, baseada em neurociência e na análise atualizada de comportamento e cultura. Para devolver à liderança uma pergunta fundamental: o que sustenta a humanização em tempos de cobrança por eficiência extrema?
Exaustão virou fenômeno cultural, muito além de falha individual. Para mulheres no mercado de trabalho, a cobrança por desempenho vem sem rede de apoio. Reconhecidas como bem-sucedidas por fora, mas por dentro o cérebro está a ponto de pifar.
Resiliência e empoderamento não bastam quando o problema é estrutural. A partir de uma leitura comportamental do cansaço feminino, Tábata revisa a narrativa da produtividade que leva à exaustão. E provoca as organizações: é preciso substituir a obrigação de ser forte por amparo coletivo.
Criada na periferia de Belo Horizonte, Tábata Poline ocupou lugares que poucas mulheres negras alcançaram na televisão brasileira. Repórter do Fantástico, com passagem pela comissão de diversidade da TV Globo e trabalho reconhecido pelo Prêmio Vladimir Herzog, ela é uma testemunha viva da inclusão na prática, com suas potências e limites. Este encontro provoca caminhos para construir pertencimento a partir da experiência de quem viveu essa travessia.
Um otimismo baseado em fatos é o ponto de partida para esta conversa sobre o mundo que esperamos deixar para o futuro. Tábata revisita a própria história pessoal e profissional, marcada por oportunidades raras e movimentos de inclusão, para despertar reflexões sobre autenticidade e propósito. Para viver com coragem e assumir o controle e a responsabilidade pelas mudanças que você espera na sua vida e na sociedade.
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