Líder global de diversidade e homem trans, Alexandre Kiyohara traz as conversas que faltam sobre masculinidades, pertencimento e liderança.
Líder global de diversidade e homem trans, Alexandre Kiyohara traz as conversas que faltam sobre masculinidades, pertencimento e liderança.
Já levou suas provocações para mais de 100 empresas no Brasil e exterior, trazendo para o palco as conversas que faltam sobre formação e desconstrução de masculinidades, pertencimento que vai além da diversidade, autoconhecimento como caminho de liderança, vieses inconscientes e a tensão entre expectativa e frustração no trabalho sempre com dado, vivência atravessada e provocação honesta.
Publicitário formado pela PUC-SP, é especialista em Gênero e Sexualidade e pós-graduado em Diversidade e Inclusão. Construiu mais de uma década de carreira em multinacionais, passando por marcas como P&G, Boticário, Electrolux, Quinto Andar e B3, a bolsa de valores do Brasil, antes de assumir a liderança global de pertencimento em uma das maiores plataformas de bem-estar corporativo do mundo, o Wellhub.
Como homem trans, foi rosto de campanhas históricas no Brasil: a primeira cueca menstrual para homens trans (Pantys, 2021) e a campanha “Histórias do Alex” do Boticário, que levou conteúdo sobre visibilidade trans à assistente Alexa, da Amazon (2022). Sua trajetória integra o acervo permanente do Museu da Pessoa, em São Paulo.
Foi reconhecido em três anos consecutivos por curadorias setoriais brasileiras: Top 100 Profissionais LGBTQIAP+ da Maratona do Orgulho (2023), Top 150 Diversidade (2024) e Top 150 Profissionais LGBTI+ (2025). Suas falas e trabalhos aparecem em CNN Brasil, Exame, Estadão, GQ, Vogue, Forbes, UOL Universa, PEGN/Globo, Meio & Mensagem, Comparably (EUA), ANBIMA e ABRH-SP, entre outros veículos.
Toda masculinidade é construída, mas pouca gente percebe isso, porque a maioria dos homens herda o modelo padrão sem nunca tê-lo escolhido. Como homem trans, Alexandre teve que construir conscientemente a sua própria masculinidade, decidindo o que pegar e o que largar do que a cultura oferece.
Nessa palestra, ele compartilha o que aprendeu nesse processo, investiga como as masculinidades se formam no cotidiano e nas empresas, e propõe a conversa que falta: como cada homem está construindo a sua, mesmo sem perceber.
Explicar conceitos de diversidade e inclusão, ou afirmar que essas iniciativas podem ser um diferencial competitivo, já é lugar comum. Empresas brasileiras investiram bilhões na última década em programas de DE&I e ainda assim a maioria não consegue mostrar resultado tangível, porque ainda operam no \"walk the talk\" (anunciar primeiro, fazer depois) em vez do \"walk then talk\" (fazer primeiro, contar depois com prova). Alexandre defende um novo mindset: trabalhar com dados, parâmetros e métricas; entender as regulações; e saber correlacionar o que se faz (e o que não se faz) com mercado de trabalho, reputação, marca empregadora, experiência e retenção de colaboradores.
Nessa palestra, ele compartilha o que aprendeu por dentro da bolsa de valores do Brasil, onde regras de listagem viraram motor de mudança em larga escala e apresenta as práticas que separam empresas que fazem diversidade das que vivem inclusão: gestão de dados, vagas afirmativas com metas, infraestrutura inclusiva, governança que mexe no bolso e correlação com indicadores de negócio.
Quanto custa um funcionário que precisa esconder quem é durante 8 horas por dia? A pesquisa Out & Equal aponta que profissionais LGBTQIA+ que não se sentem seguros para se assumir no trabalho são 73% mais propensos a sair da empresa em três anos, e dados do BetterUp mostram que pessoas com alto senso de pertencimento entregam 56% mais performance. A equação é simples: autenticidade não é benefício de bem-estar, é alavanca de produtividade.
Nessa palestra, Alexandre, homem trans que atravessou dois mundos de socialização e construiu carreira em ambientes corporativos exigentes, fala sobre o que muda quando uma empresa cria condições reais para que pessoas LGBTQIA+ (e todas as outras) possam se mostrar por inteiro. Conecta vivência pessoal a dados de mercado e oferece os caminhos práticos para construir cultura onde autenticidade vira vantagem competitiva, não risco.
Em 2021, a Pantys lançou a primeira cueca menstrual do Brasil, co-criada com Alexandre Kiyohara, primeira campanha do país feita exclusivamente com homens trans. Em 2022, o Boticário levou conteúdo sobre visibilidade trans à assistente Alexa, da Amazon, com a campanha \"Histórias do Alex\". O que essas duas campanhas têm em comum, além de terem virado referência no mercado publicitário brasileiro? Em vez de falar sobre públicos historicamente invisibilizados, as marcas construíram com eles. Pesquisa do Edelman Trust Barometer mostra que 73% dos consumidores brasileiros esperam que marcas representam a diversidade real do país, mas só uma fração entrega isso de forma autêntica.
Como protagonista das duas campanhas, Alexandre fala de dentro: o que muda quando a pessoa que vive a pauta participa do briefing, do conceito e da execução. Quais riscos as marcas precisam estar dispostas a correr. E por que co-criação não é tendência de marketing, é o único caminho para comunicação que não soa falsa em 2026. Palestra ideal para times de marketing, comunicação, branding e ESG que querem fazer diferente, sem cair em \"diversitywashing\".
A maioria das empresas trata liderança inclusiva como conteúdo de treinamento: dois dias, alguns slides, certificado. Seis meses depois, o ponteiro não mudou. Pesquisa do BetterUp aponta que 90% dos funcionários reportam ter vivido microagressões no trabalho no último ano, e que apenas 1 em cada 3 líderes consegue identificar essas situações em tempo real. O problema não é falta de informação, é falta de prática.
Nessa palestra, Alexandre, que liderou estratégia global de pertencimento em uma das maiores plataformas de bem-estar corporativo do mundo, propõe um deslocamento: liderança inclusiva não é evento, é hábito. Apresenta o que separa líderes que sabem sobre inclusão dos que agem com inclusão, os pequenos gestos cotidianos que constroem ou destroem segurança psicológica, como conduzir conversas difíceis sem fugir do tema, e por que o silêncio do líder em momentos-chave custa mais caro que qualquer programa de DEI mal feito. Para gestores que querem sair do checklist e entrar na prática.
Como construir carreira em ambientes onde não existe ninguém parecido com você? O que fazer quando os modelos disponíveis não servem porque foram desenhados para outra pessoa, em outro tempo, com outras escolhas?
Nessa palestra, Alexandre conta a trajetória que o levou de filho de mãe solo a publicitário, a profissional de DEI em Empresas como QuintoAndar e B3, e a líder global de pertencimento em uma das maiores plataformas de bem-estar corporativo do mundo, o Wellhub. Mas não é palestra de história de superação, é palestra sobre método. Como tomar decisões quando não há referência. Como construir autoridade quando o ambiente desconfia. Como atravessar transições, de carreira, de identidade, de fase, sem perder o eixo. Trazendo dados sobre síndrome da impostora, expectativas internalizadas e o custo da autorreferência atrasada, Alexandre propõe a tese que dá título à sua história de vida no acervo do Museu da Pessoa: ser sua própria referência não é arrogância, é responsabilidade.
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